quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CEREJAS, MEU AMOR

Cerejas, meu amor,
mas no teu corpo.
Que elas te percorram
por redondas.

E rolem para onde
possa eu buscá-las
lá onde a vida começa
e onde acaba

e onde todas as fomes
se concentram
no vermelho da carne
das cerejas...

Renata Pallottini

11 comentários:

menina... disse...

Meu Amor estou pronta para deixar rolar as cerejas!

fátima lopes disse...

“Quando a poesia abre suas portas, é como se mudássemos de mundo”

Mario Benedetti

cláudia pinho disse...

Pois mudemos de mundo então! Compremos um bilhete só de ida para o Olimpo das Cerejas.

Lara Rezende disse...

Onde estão vendendo estes bilhetes?

cláudia pinho disse...

É uma bilheteira fantasma, aparece quando menos se espera. É preciso ter o passaporte sempre a postos e ficar de olho no cais da estação.

menina... disse...

O meu avô tem um Cerejal, se as meninas quiserem eu posso meter uma cunhazinha para vocês... para embarcarem no 'Olimpo'!

Lara Rezende disse...

Você já esteve no Olimpo das Cerejas? E se sim, como é?

cláudia pinho disse...

Obrigada,Menina, por disponibilizares o cerejal do teu avô, confesso que nunca havia colocado a hipótese de o "meu olimpo" estar geograficamente em Trás os Montes... enfim, já vi tantas coisas que não excluo possibilidades.

cláudia pinho disse...

Lara, como explicar-te o Olimpo... Já trincaste uma cereja da própria árvore? Hum? Suculenta e fresca... O Olimpo é assim.

Adalberto Monteiro disse...

Cláudia veja
outro poema de Renata Pallottini:

O MEU PRAZER
Renata Pallottini
(...)
E nos beijamos conscientemente
Beijando cada canto desses beijos
Até que o sangue altere o volume das coisas
E uma alegria represada atinja a cor do fogo.

O teu prazer é espelho do meu corpo
Alogando-se tanto como um fio de prata
Que ao redor do meu colo
Dissesse
Palavras.
Há um cheiro pesado neste quarto.

De tanto eu te sonhar formou-se a madrugada
Que nos envolve num fervor exausto.
Já te paguei com todos os carinhos
A dívida solene e antiga.
Estamos prestes
A descobrir o infinito da carne
No infinito da alma.

cláudia pinho disse...

Liiindo poema. Não deixou um "um cheiro pesado", foi antes um estonteante perfume.
Obrigado por tê-lo deixado por cá.